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O diagnóstico e o laudo: dificuldades e soluções no contexto escolar

No cenário escolar, os transtornos do neurodesenvolvimento representam um grande desafio para educadores e gestores. Condições como o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), Transtornos de Aprendizagem, o Transtorno do Espectro Autista (TEA), Deficiência intelectual, entre outros,  têm impacto significativo no desempenho acadêmico e na socialização das crianças. Apesar disso, muitas vezes, o diagnóstico e o laudo médico não cumprem totalmente o papel de facilitar a inclusão e o suporte adequados no ambiente escolar.


Uma das principais dificuldades está na obtenção do diagnóstico. Embora seja comum que a escola seja o primeiro local a identificar comportamentos atípicos, a identificação depende de observações detalhadas e de uma comunicação efetiva entre a escola e a família. Muitas famílias têm dificuldade em acessar especialistas, seja por questões financeiras, geográficas ou por falta de conhecimento sobre os recursos disponíveis.


Além disso, mesmo quando o diagnóstico é realizado, o laudo médico nem sempre é compreendido ou utilizado de forma prática pela escola. Desde falta de recursos ou de capacitação de profissionais no ambiente escolar, até termos técnicos e linguagem complexa no laudo, podem dificultar a interpretação por parte de gestores e educadores, limitando a implementação de estratégias pedagógicas adaptadas.


Então, como superar esses obstáculos?


  1. Fomentar a comunicação entre médicos e escolas É essencial que o laudo médico seja redigido de forma clara, com orientações objetivas que sirvam de guia prático para a equipe escolar. Por exemplo, em vez de apenas descrever as características do TDAH, o laudo pode sugerir adaptações específicas, como intervalos mais curtos entre atividades ou locais de estudo com menos estímulos.


  2. Capacitar os educadores Oferecer treinamentos sobre os principais transtornos do neurodesenvolvimento ajuda a equipe escolar a reconhecer sinais precoces e a adotar estratégias de manejo. Gestores podem promover parcerias com especialistas para capacitar professores de forma contínua.


  3. Criar uma rede de apoio A colaboração entre médicos, psicólogos, terapeutas ocupacionais e a equipe pedagógica é fundamental. Quando todos os envolvidos compartilham informações e trabalham juntos, as chances de sucesso na inclusão e no aprendizado aumentam.


  4. Garantir o acesso a avaliações e diagnósticos Políticas públicas que ampliem o acesso a profissionais de saúde especializados são fundamentais. Parcerias entre escolas e centros de atendimento podem ser uma solução eficiente, especialmente em áreas onde os recursos são escassos.


Por fim, é importante lembrar que cada criança é única, e o diagnóstico deve ser uma ferramenta para potencializar suas habilidades e reduzir barreiras, não um rótulo que limite suas possibilidades. Com um trabalho integrado e acolhedor, gestores e educadores têm o poder de transformar o ambiente escolar em um espaço verdadeiramente inclusivo e enriquecedor, favorecendo o aprendizado, a socialização e a boa evolução de nossas crianças e adolescentes.


 

Por Dr. Flavio Geraldes Alves, Médico Pediatra Pós-Graduado em Neurologia Infantil e da Adolescência  - CRM-SP 117.104. RQE 43870


 
 
 

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